quinta-feira, 8 de maio de 2014

Trabalhadores do MST são assassinados no Rio Grande do Norte


Da Página do MST

Nesta terça-feira (06/05), após uma mobilização na qual se encontravam 500 trabalhadores acampados da região de Apodi, em luta por conta da jornada de lutas do MST, dois Sem Terra foram executados.
Dois homens em uma moto preta sem placa abordaram os dois militantes atiram. Ainda não se tem noticias dos assassinos, que fugiram imediatamente.
As vítimas são Francisco Laci Gurgel Fernandes, de 34 anos, mais conhecido por Chacal, e Francisco Alcivan Nunes de Paiva, de 46 anos, o Civan. Os companheiros estavam há oito meses no acampamento Edivan Pinto, e durante todo este período ajudaram na organização das famílias na área.

Os crimes aconteceram em uma área de acampamento na qual também está sendo construído o perímetro irrigado do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), área onde os Sem Terra sofrem ameaças constantes de jagunços armados e seguranças da empresa que faz a obra.



 

As grandes empresas do agronegócio vem matando de toda forma a população, seja com o uso de agrotóxicos ou destas formas brutais que sempre usam para tentar desmobilizar as lutas.
Este caso apenas reforça os dados alarmantes da violência no campo, assim como o descaso com que o governo brasileiro trata a questão agrária. O assassinato de trabalhadores que lutam pela terra no Brasil é constante. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2013 34 trabalhadores foram assassinados.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cine Direitos Humanos

O Centro de Referência em Direitos Humanos do Semiárido, promoverá nos próximos dias 29 e 30, exibições de dois filmes para discussão sobre os 50 anos do Golpe Militar, que inaugurou uma ditadura que duraria 21 anos e deixaria dezenas de mort@s e desaparecid@s.

A ação será desenvolvida ao longo do ano e consiste na apresentação de filmes que debatam a temática, junto a comunidade acadêmica e de maneira itinerante.
 


A primeira exibição será do documentário Brazil, a Report on Torture é um documentário que foi produzido em 1971 com a colaboração do cineasta norte-americano Haskell Wexler, contando com depoimentos de brasileiros torturados e que se exilaram no Chile. O filme tem duração de 59 minutos, e traz os relatos de brasileiros que sofreram com as repressões da ditadura.

Disponível em http://www.linktv.org/programs/brazil-a-report-on-torture

A exibição será na Ufersa, no espaço da sede do CRDH Semiárido, a partir das 15h.

O segundo filme, O Ano em que meus pais saíram de férias, retrata o ano de 1970, o Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no País, seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma “estranha” e divertida comunidade – o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus, italianos, entre outras culturas. Uma história emocionante de superação e solidariedade.
Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=fnrhYwuxaTs
 

A exibição será feita junto a comunidade da Ilha de Santa Luzia, em Mossoró, na capela do bairro.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Retomada dos trabalhos


Retomamos as atividades de atendimento nessa semana. A sede do CRDH Semiárido se encontra no campus Leste da Ufersa, e está aberta para atendimento do público das 13:00h às 18:00h. 

Atuamos com:
  • Atendimento jurídico e social, acompanhamento e encaminhamento de casos coletivos e individuais
  • Prestação de informações sobre direitos e serviços
  • Promoção de eventos em Direitos Humanos
  • Formação em Direitos Humanos
  • Acompanhamento itinerante em comunidades
  • Mediação de Conflitos
  • Articulação da Rede Jurídica e Assistencial 
  • Atuação junto aos Movimentos Sociais da Região

quarta-feira, 19 de março de 2014

CRDH Semiárido entra em recesso dia 20 de março


O Centro de Referência em Direitos Humanos entra em recesso de suas atividades no dia 20 de março. A negociação junto a Secretaria de Direitos Humanos aponta para a autonomia da sede do Semiárido que se vinculará diretamente a UFERSA e ao governo Federal. 

As parcerias com o CRDH de Natal e da Paraíba se estreitam e a continuidade do trabalho em articulação só reforçam a identidade das equipes dos estados nordestinos. O  Centro de Referência de Direitos Humanos é um projeto de extensão que visa contribuir para o cenário de promoção dos Direitos Humanos no Semiárido Potiguar, através de atendimento jurídico e social e ações de educação em Direitos Humanos.

Ademais, o relatório final de atividades já está concluso, e aponta para dados animadores da atuação do CRDH nesses 11 meses de execução. Segundo as estatísticas foram realizados de 2013 a 2014, até o mês de fevereiro 4930 atendimentos. 






A atividade do CRDH Semiárido foi dividida entre 15 municípios do Alto Oeste. Os atendimentos são feitos em demandas coletivas e individuais, prezando pelo atendimento multidisciplinar e coletivo.  Os eixos coletivos de maior atuação do CRDH Semiárido foram o Agrário, Ambiental, Sistema Socioeducativo, Educação em Direitos Humanos, Pessoa com Deficiência e Casos do Disque 100.



O relatório final de execução do projeto está disponível para aquel@s que se interessarem pelo projeto e que queiram contribuir para o CRDH Semiárido. O mesmo está disponível para download em nossa biblioteca, através desse link RELATÓRIO FINAL

A perspectiva de crescimento do trabalho e maior abrangência da atuação é consistente. As atividades desenvolvidas até agora afirmam o perfil de trabalho com os Direitos Humanos de modo geral, amplo, coletivo e provocativo da rede de garantia de direitos. 


  

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

União Homoafetiva: Cartilha com orientações para cartórios é finalizada.


   O centro de referência em direitos humanos finaliza a edição da cartilha sobre União Homoafetiva destinada aos cartórios da região. A proposta da publicação é esclarecer quais os direitos dos casais homoafetivos no ato de celebração de suas uniões, uma vez que ainda encontra-se resistência para o trâmite das mesmas nos estabelecimentos da região.

    A cartilha deverá ser distribuída nos estabelecimentos ao longo de 2014, bem como está disponibilizada para download direto.  A proposta foi executada a partir de demandas de casos individuais, bem como visa a auxiliar a execução do direito de todos os casais e interessados na pauta.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Senado rejeita redução da maioridade penal para 16 anos

Por 11 votos a oito, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou a proposta de reduzir a maioridade penal dos atuais 18 para 16 anos em casos específicos. O texto, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), foi derrubado com o voto de cinco senadores do PT, dois do PMDB e um do Psol, do PSDB, do PCdoB e do PSB. A rejeição foi comemorada por militantes de direitos humanos que lotaram o auditório da CCJ contra a mudança na Constituição. Os debates se prolongaram por mais de duas horas, com a manifestação de posições contrárias e favoráveis à revisão da imputação penal.

Ao grito de “fascista”, Aloysio Nunes chegou a ser interrompido por um ativista no momento em que defendia a aprovação de sua proposta de emenda constitucional. “Fascista é quem grita e interrompe. Fascista é você!”, retrucou o tucano.
Pela proposta dele, responderiam criminalmente como adultos adolescentes acusados de praticar delitos inafiançáveis, como crime hediondo, tráfico de drogas, tortura e terrorismo, ou reincidentes em lesões corporais ou roubo qualificado, desde que houvesse, no entanto, parecer favorável de promotor da Infância e autorização da Justiça.
Inconstitucionalidade
A maioria da CCJ, no entanto, derrubou a PEC de Aloysio, alinhando-se ao senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), autor de um voto em separado, que classificava como inconstitucional essa tentativa de mudança na Constituição. Para ele, alterar a maioridade penal viola direitos fundamentais, incluídos entre as chamadas “cláusulas pétreas”, aquelas não passíveis de modificação. Segundo ele, além de inconstitucional, a proposta agravaria o problema do sistema penitenciário brasileiro.
“Estamos ferindo o texto constitucional. Além do mais, essa pretensa solução aqui apresentada, ao contrário de resolver o problema, só irá trazer outros problemas, encher as penitenciárias do falido sistema penitenciário brasileiro de mais filhos da pobreza deste país e agravar ainda mais um problema deste país”, disse Randolfe. “O ingresso antecipado no falido sistema penal brasileiro expõe adolescentes a mecanismos reprodutores de violência, aumento de chance de violência. As taxas de reinserção penitenciária mostram que o sistema não ressocializa”, acrescentou.
Aloysio negou haver qualquer inconstitucionalidade na revisão da maioridade penal. “Os direitos individuais são direitos à expansão da personalidade do indivíduo, à sua realização como ser humano. Não comportam o direito de matar, estuprar, sequestrar e ser submetido a uma legislação protetora. Esta é uma hipótese real que está hoje colocada diante de todos nós. Cabe a nós decidirmos: aqueles que cometem crimes hediondos, bárbaros, são sempre considerados incapazes de compreender o seu ato?”

Cautela
O tucano argumentou que a medida seria aplicada apenas em casos de excepcional gravidade, ainda assim, apenas com o respaldo do Ministério Público e da Justiça. “É uma medida absolutamente cautelosa, que se justifica diante do fato. Não está escrito na natureza humana que entre 16 e 18 anos a pessoa não seja capaz de assumir responsabilidade. Pode, sim, assumir”, afirmou o senador, ressaltando que a legislação brasileira permite que maiores de 16 e menores de 18 façam testamento, prestem depoimento à Justiça, se emancipem mesmo sem o consentimento dos pais, casem e votem. “É uma decisão de política legislativa. Não é um direito individual”, resumiu.
Professor de Direito Constitucional e ex-procurador de Justiça, o senador Pedro Taques (PDT-MT) apoiou o entendimento de Aloysio de que a mudança não alcançava cláusulas pétreas da Constituição. “Não é uma cláusula pétrea, porque os direitos fundamentais são universais e categóricos, como a liberdade, a vida, a propriedade. O direito de existir aqui é igual na China, nos Estados Unidos, no Japão.”
Políticas públicas
Os argumentos de Aloysio Nunes e Pedro Taques não convenceram a maioria da comissão. O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), por exemplo, argumentou que alterar a idade penal não inibe a criminalidade entre os adolescentes. “A responsabilização penal no Brasil começa aos 12 anos, por meio de medidas socioeducativas”, disse o peemedebista, referindo-se à idade prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Para ele, a solução passa pela adoção de políticas públicas, como a implantação de educação integral para crianças e adolescente. “A solução é estabelecer a redução da maioridade penal e deixar na mão do promotor, do juiz, do desembargador, do ministro para um sistema que deveria ser diferenciado e não é?”
Autor de um projeto que reduz a imputabilidade penal para os 13, Magno Malta (PR-ES) defendeu que criança ou adolescente de qualquer idade que cometa crime hediondo seja julgado como adulto. “Já tive 16 anos. Sabemos que não muda nada. É a mesma pessoa com os mesmos complexos.”
Os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Eduardo Suplicy (PT-SP), Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Ana Rita (PT-ES) também discursaram contra a redução da maioridade. O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) fez uso da palavra para defender a aprovação da redução da maioridade penal. Mas não estava presente no momento da votação.

“Meio-termo”
O texto rejeitado foi relatado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que não participou da reunião por estar em compromisso fora de Brasília. Mesmo assim, seu voto foi computado, já que ele havia deixado o parecer pronto. O peemedebista rejeitou outras cinco proposições que reduziam a maioridade para 13, 15 e 16 anos. Para ele, a proposta de Aloysio representava “um meio-termo” ao prever situações de maior gravidade em que o adolescente será julgado como maior de idade.
De acordo com a PEC 33/2012, os jovens entre 16 e 18 anos condenados começariam a cumprir pena em estabelecimento distinto daquele destinado aos maiores de 18 anos. O prazo para a contagem da prescrição do crime ficaria suspenso até que a decisão sobre a imputabilidade penal fosse julgada em última instância.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Campanha de enfrentamento a violência contra crianças e adolescentes.


PROTEJA NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Todos os anos, o Governo Federal, por meio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, realiza a Campanha Nacional de Carnaval pelo Fim da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, como forma de conscientizar a sociedade sobre a incidência dessa prática em todo o país.

Neste ano, em virtude da necessidade de uma estratégia mais abrangente de comunicação para a proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes, a mobilização de carnaval segue a linha da Campanha Nacional pelos Direitos da Criança e do Adolescente, que a partir de agora e ao longo dos próximos meses, abordará diversos temas relativos aos direitos fundamentais de meninas e meninos, focando na necessidade de proteção, uma prioridade absoluta e compartilhada entre a família, o Estado e a sociedade, conforme determina a Constituição Federal de 1988.
 

Faça a sua parte. Fique atento aos direitos das nossas crianças e adolescentes e, em caso de violações, Não desvie o olhar. Fique atento. Denuncie. PROTEJA. Divulgue esta campanha, procure o Conselho Tutelar ou Disque 100. Proteger nossas meninas e meninos de todas as formas de violência é uma responsabilidade de todos!